Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. (C.L.)


Fuce.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Welcome March.

Preciso aprender a parar de tentar prever como as coisas vão acontecer.
Em uns 2 posts anteriores a este, imaginei que um determinado dia do mês seria repleto de coisas legais e surpresas boas, mas me decepcionei nível hard. Foi uma das piores manhãs da minha vida, apenas não se comparando ao dia em que recebi a notícia de que meu pai havia falecido, tamanha fora a tristeza que fiquei na hora.

Aí tem aqueles ditados que dizem: "Deus sabe de todas as coisas", "Se não foi, não era pra ser", "Deus está preparando uma coisa muito melhor pra você"... e por aí vai. Mas sinceramente, é difícil de acreditar que Deus realmente queria que isso acontecesse. Eu acredito muito em Deus, e acho que às vezes ele põe sim em prova nossa fé, mas não sei se eu ajo da maneira correta, porque eu não acho que Deus gosta de ver ninguém sofrer, ficar triste... vejo tanta gente "que não merece", aparentemente, tanta coisa boa que tem, e mesmo assim Deus permite que essas pessoas continuem a ter as tais coisas.

Mas enfim, nunca mais escrevo nada sobre algo que ainda não aconteceu. Espero acontecer e depois conto, melhor, o tombo dói menos desse jeito.

Eu achei que Fevereiro seria um mês bom pra mim. Tinha muita coisa em questão, em jogo, e NADA, absolutamente NADA, deu certo. A maré de azar tomou conta de mim, não é possível.

A maioria das pessoas acreditam que o segredo do sucesso é você ficar com sua boca fechada, só contar as coisas que pretende fazer ou que está trabalhando em cima, quando realmente tiver a certeza que deu tudo certo. Eu também acredito nessa tese, mas sinceramente não acho que isso mude muito o percurso das coisas. Inveja, olho gordo, seja lá o que for, não vai afetar se realmente você estiver fazendo as coisas certas, com caráter e dignidade, sem precisar passar por cima de ninguém pra conseguir algo.
Por isso chego a ser contraditória, sei disso. Mas não ligo pro que as pessoas dizem. Conselho todo mundo dá, não é mesmo? Mas nem sempre as pessoas agem de acordo com o que dizem. Eu tenho minha opinião muito bem formada em minha cabeça, e não vai ser meia dúzia de ditados que vai mudar isso.

De qualquer maneira, meus segredos, medos, angústias, só são divididos com quem eu realmente confio. Não saio por aí gritando aos 4 cantos do mundo os meus anseios. Bom senso e um pouco de malícia não fazem mal à ninguém, não é mesmo?

Fato é que já estamos em março. Já se passaram 2 dos 12 meses de 2014, e eu planejei muita coisa até então. Agora vou deixar o barco ir. A vida me levar. O vento soprar. E a canoa virar [ou não].

Não vou esperar nada de Março. Não vou planejar, nem pensar como teria sido se em Fevereiro todas as coisas que eu gostaria que tivessem dado certo, realmente tivessem acontecido. Não vou imaginar como seria. Na verdade tudo o que eu quero é esquecer tudo o que passou, fingir que foi um pesadelo e que o ano começou agora, em Março. Sim, com letra maiúscula, pois estou falando de um sujeito.

As águas de março vão fechar o verão, mas as promessas de vida pro meu coração eu já não tenho tanta certeza se realmente elas existem. Afinal, já tive provas suficientes de que não adianta nada sonhar com uma coisa, não depende de nós, por mais correta que seja a forma o qual você estiver lidando e agindo. Talvez também eu tenha feito algo de errado e não soube identificar. Pode ser. Fato é que nunca saberei o motivo de tanta urucubaca num mês só.

Ainda bem que Fevereiro tem só 28 dias. Porque aguentar mais 2 ou 3 dias de desgraça seria foda.

Pode parecer meio depressivo tudo isso aqui, mas dane-se, não tô preocupada com a opinião de ninguém.
Não tenho um blog com a intenção de que as pessoas leiam, ou que tenha milhões de acessos/visualizações. Pra mim é muito mais do que isso. Este espaço é meu diário, são casos sobre minha vida, e quando o tempo passa e eu clico em alguma postagem antiga, eu me lembro exatamente do momento em que estava escrevendo tal texto, e como eu me sentia naquele momento. Parece que um dejavu se estaciona em mim e eu me recordo da motivação que me levou a descarregar aquela energia que estava guardada dentro de mim.

Portanto, não espero comentários, opiniões, likes, compartilhamento, compreensão, repreensão nem nada. Só espero poder começar a a agir da maneira correta pra que as coisas comecem a fluir de uma maneira menos dolorosa quanto o mês passado foi pra mim.

Essa é a minha única esperança, porque já vi que pensar positivo e escrever que 'tenho certeza que será um mês legal', não dá muito certo.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sobre o futuro da Comunicação no Brasil.


Como uma boa curiosa que sou profissional de comunicação, todos os dias pela manhã eu dou uma geral nas notícias que aconteceram no dia anterior e acompanho as que estão acontecendo em real time pelas redes sociais e afins. Hoje me deparei com uma cena lamentável, porém, mais frequente do que possamos imaginar.
Um trote em uma famosa faculdade de Comunicação aqui de São Paulo teve como 'brincadeira' pros calouros, chupar uma banana e pepino e ficar amarrado a um poste. Coisa saudável, tranquila, né?

Sinto uma enorme tristeza e asco desses futuros comunicólogos, jornalistas, publicitários, radialistas que ali estavam promovendo essa patifaria.
Aí vem alguém e fala: "- Ah, mas a pessoa só participa se estiver de acordo, se ela quiser...".
Claro meu querido, se você não participa, sabe-se lá qual será seu 'castigo' ou 'fama' por não ter consentido entrar na 'baixaria' promovida pelos veteranos.

Aliás, veteranos? O que pode-se entender por 'veteranos'? 
Na minha visão de pessoa adulta, madura e no mínimo respeitosa, seria: uma pessoa que já enfrentou as dificuldades de uma nova jornada, que está inciando sua vida profissional em uma carreira honrosa e difícil, mas que por ter esse título, tem como missão motivar esses novos alunos que ingressaram no ano letivo. Afinal, no fim das contas o objetivo de todos ali é o mesmo, ou não é?

Agora, essa foi a 'expectativa', a 'realidade' é bem diferente e asquerosa. 
Quem em um primeiro dia de aula não quer voltar pra casa se sentindo humilhado, lesado e com vontade de morrer e nunca mais aparecer pra ninguém? 
Quem não quer passar o resto dos 4 anos sendo chamado por um apelidinho escroto que ganhou por algum motivo num desses trotes? 
Aí mais uma vez entramos na questão: '- Ah, mas a pessoa tem que levar na esportiva, todo mundo passou por isso, e ano que vem vai ser a vez dele se vingar nos bichos...'.

Eu juro que não sei o que é mais lamentável, se é a atitude das pessoas que promovem o trote violento e humilhante, ou se é o aluno ingressante.

O que eu quero deixar claro aqui é que eu não sou contra o trote, desde que seja uma coisa saudável, que marque a vida da pessoa de uma forma positiva, que ela possa se lembrar e rir depois disso, que ela se torne uma veterana de valores e preceitos básicos de respeito ao próximo e que não espere esse dia chegar pra simplesmente 'se vingar pelo que fizeram com ela no ano anterior'.

O que me deixa mais revoltada é saber que os trotes acontecem só em faculdades renomadas onde a maioria dos alunos têm uma boa condição financeira e provavelmente devem ter sido 'educados' em bons colégios e tudo mais. Com certeza muitos desses alunos filhinhos de papai, boyzinhos da Zona Sul não sabem o que é ter que trabalhar pra pagar os próprios estudos, ou se submeter a uma série de vestibulares pra tentar um ProUni ou coisa do tipo.

Não estudei na melhor faculdade da cidade, tive que me virar sozinha pra conseguir uma bolsa integral pra conseguir estudar, pois mesmo trabalhando meu salário não seria suficiente pra pagar o curso que eu queria, passei por maus bocados durante os 4 anos, envolvendo mortes e responsabilidades, pra na época uma menina de 19/20 anos... enfim, não estou me fazendo de coitada, mas queria demonstrar como é ridícula a atitude dessa geração de jovens egocêntricos, estúpidos e inconsequentes que acham cool estudar numa 'facul' top, e manter rixas com outras 'faculs', e 'chupa daqui' e 'chupa de lá' e 'ah, trote é normal, faz parte...'.

Esse não foi o primeiro e nem será o último caso de trotes abusivos, aliás, talvez este seja um dos mais leves que já foram noticiados com destaque, agora o que nos resta é torcer pra que esse índice diminua até finalmente cessar. É praticamente impossível? Sim. Mas não custa pensar positivo.

Eu espero, sinceramente, que o futuro da Comunicação do país não se torne uma patacoada. 
Torço pra que essas pessoas se formem, se tornem profissionais éticos e passem a ter outros pensamentos e ideais.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Os [des] encantos de fevereiro.

Brasileiro costuma dizer que o ano só começa depois do Carnaval, depois de fevereiro.
É verão, é volta às aulas preguiçosas, muita gente está em férias do trabalho, é tempo de alegria [?].
Mas eu preciso desabafar sobre esses quase 25 fevereiros traumatizantes - ou quase isso -, pelos quais eu já passei.

Acho que tirando Natal e virada do ano, o pior mês pra festejar um aniversário é o bendito fevereiro.
Aliás, a única 'motivação' que eu tenho pra ter uma simpatia por este mês, é que meu aniversário cai nele.
Mas não é fácil minha gente.

Primeiro porque além de mim, conheço pelo menos mais umas 3 pessoas que nasceram no mesmo dia, com amigos em comum, e aí o que acontece? Você tem que comemorar num dia em que dê pros seus amigos irem te dar 'aquele abraço', sem ter que só 'dar uma passadinha porque ainda vou passar pra ver fulano'.

Foram anos de festinhas infantis tematizadas de Menina Flor, Cinderela, Chiquititas e afins, por água abaixo. Isso, nesse sentido mesmo. Porque fevereiro costuma ser palco de chuvas torrenciais [e vez ou outra provocando uma enchentezinha de leve], e claro, que pai teria saco pra levar seu filho criança, que não pode sair sozinho, a uma festinha em Jaça City?
Pois é, caros, essa criança nascida em 27 de fevereiro de 1989 já sofreu esperando os amiguinhos chegarem, mas por conta da chuva, sempre ir menos gente do que o esperado. Seria trágico se não fosse cômico - mudei o ditado mesmo.

Mas em alguns anos a chuva não aparecia. Daí eu pensava: vai vir todo mundo! Imaginava a pirralhada toda dançando 'Segura o tchan, amarra o tchan, tchan, tchan, tchan, tchan...' na maior inocência e ousadiaealegria ♫.

Maaaaaas, como nada que é bom dura muito, o que acontecia nos anos em que não chovia? Quem adivinhar ganha um colar de florzinha de plástico pra dançar num Bloco de Rua...
Sim, o [mal/ben] dito (deixo a seu critério) CARNAVAL caía beeeem no dia em que eu comemoraria minha nova primavera-veranil. Consequentemente eu também passei a odiar o Carnaval - exceto depois que eu cresci e descobri que isso é um feriado e que eu ganho uns diazinhos em casa.

Aí você pode estar pensando: credo, que menina amargurada. E eu te respondo: morra e nasça em fevereiro, depois conversamos.
Brincadeira, gente. Mas seria bom se esse sentimento que nutro há quase 1/4 de século, não fosse exclusividade minha, haha.

Fato é que apesar dos pesares, eu adoro fazer aniversário. Sei lá, acho divertido, mesmo que não tenha festa ou que teoricamente quase nada mude, mas ainda assim sou do tipo que conta os dias, que acorda se sentindo mais experiente e essas coisas idiotas e toscas.

O legal disso tudo é que sempre conseguia identificar quais eram as pessoas que realmente se importavam com meu dia, que queriam festejar comigo. Porque afinal, sair de casa na chuva, no Carnaval, com mais sei lá quantos conhecidos fazendo festinha tudo no mesmo dia, era prova de amizade. Na verdade isso era uma tática pra selecionar melhor minhas companhias, [joke] haha.

Faltam 16 dias pros meus 25, pro meu 1/4 de século, pro meu rosto descobrir o que é Renew, e esse ano não vai ser diferente: meu aniversário cairá praticamente no final de semana do Carnaval, e como o mês inteiro tá fazendo um calor do Agreste é quase certeza que vai chover e que terão poucos amigos em São Paulo pra comemorar comigo... mas quer saber? Nesses anos todos eu percebi que o que importa de verdade é você agradecer por poder ter recebido a dádiva de comemorar mais um Ano Novo. E de preferência um Feliz Ano Novo. Não sei o que me espera neste Fevereiro de 2014, de 25 anos, mas sei que até o meu dia chegar ainda vou ter muitas surpresas boas, e tenho certeza que não vai ter chuva, Carnaval ou qualquer outra coisa que vá me deixar triste.

:)


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Rolezinho.

Por que será que é tão chocante uma pessoa dizer que quer ter sua independência e viver 'sozinha'?

Entendam bem, eu disse 'sozinha', e não 'isolada' ou 'em uma bolha'. 

Hoje eu estava sentada na cozinha enquanto minha mãe fritava nuggets pra mim [sim, eu sou uma marmanja que gosta de nuggets, me julguem], mas enfim, isso não vem ao caso, fato é que eu estava conversando com mamis e de repente surgiu aquele assuntinho desagradável de se discutir com 'mãe' - pelo menos pra mim, é -, 'e os namoradinho?'.

Daí eu achei que seria legal da minha parte ser sincera e acabar com qualquer ilusão da parte da minha mãe, e falei que não pretendia casar, nem ter filhos, que estava bem sem ninguém e que meu sonho mesmo é ter grana suficiente pra comprar um apê ou uma casa legal, que dê pra eu levar a Frida [minha cachorrinha] e adotar pelo menos mais um dog e um gatinho, sei lá; e ainda disse que a levaria junto, mas no fim ela teve aquela reação do tipo: 'você tá de brincation uiti mi?'.

Teve uma hora que falei que se eu não tivesse dinheiro suficiente pra investir na compra de uma casa, que eu dividiria o aluguel com alguma amiga, e aí acho que nessa hora ela deve ter pensado em algumas possibilidades, tipo 'ai meu Jesus Cristo, só me faltava essa menina virar lésbica'. 

Ela não disse nada, mas acho que ela imaginou - repugnando a ideia mentalmente -, e achou melhor deixar no gelo, porque né, vai que... haha. Bom, para o caso dela estar lendo isso agora, o que eu acho pouco provável, aí vai uma notícia que vai deixá-la mais sossegada: - Não, mãe, eu não tenho e nem nunca tive um pezinho [nem o corpo] no lesbianismo - mas tenho vários amigos homossexuais e definitivamente isso não os difere de ninguém. Sempre bom lembrar que opção sexual não molda caráter, tem gente que não sabe disso. 

A verdade é que as pessoas parecem se preocupar mais com minha vida sentimental do que eu mesma. 
E muita gente acha que o fato de eu não ter o desejo de me casar quer dizer que eu não queira conhecer pessoas novas, me relacionar... gente, alou, século XXI!
Eu adoro conhecer gente nova, de verdade mesmo. Geralmente eu que saio falando mais que a boca, puxo assunto mesmo, acho legal a gente conhecer gente diferente, discutir gostos, pensamentos...

Enfim, gente, beijar na boca é muito legal, todo mundo gosta e querer ter alguém que goste de você por perto pra dividir sua vida também pode ser legal, mas não é um estilo de vida pra mim, eu definitivamente não acho que a vida precisa disso pra prosseguir. [Eu usei a palavra 'vida' várias vezes, então neste momento esqueçam que às vezes eu faço freela como revisora. Grata]

Não tô tachando que 'uhul, acho o máximo ser uma solteirona', mas acho que não preciso de um cara pra viver mais feliz. Só isso.

Pode ser que um dia eu mude de opinião? Quem sabe.
Só posso falar pelo presente, ainda não tô fazendo o Walter Mercado.
Se tiver que aparecer alguém que me faça pensar diferente, ok. Se não, ok também.
Eu tô bem comigo mesma, e quer saber? Isso é muito bom! Recomendo à todos.

Nenhuma verdade é absoluta, caros. E pra constar: não sou traumatizada, mal amada ou qualquer coisa do tipo. Só não tenho estômago pra 'ter' alguém só pra não parecer que sou uma encalhada. Praticidade e objetividade, apenas.
A real é: respeitem as pessoas e suas convicções e todo mundo vai viver mais feliz.

Tô meio redundante e tal, mas precisava desabafar em algum lugar e aqui sempre é meu melhor refúgio.

ps 1.: coloquei esse título só pra gerar um buzz mesmo, o texto não teve nada a ver de propósito. 
ps 2.: aí você ficou com ódio de mim e tá achando que eu queria audiência.
ps 3.: me adicionem no whatsapp (hahaha) - joke!
ps 4.: dizem que é um videogame maneiro.

Beijinhos no ombro [porque tá na moda] haha

sábado, 4 de janeiro de 2014

Dead. Live. Dad.

Já passa da meia-noite.
Chegou o quatro de janeiro de mais um ano. Desta vez, 2014.
Mais um quatro de janeiro solitário pra mim. Sem sentido, só sentimento.
A festa de aniversário e o bolo de nozes ou chocolate, não poderão ser comprados.
A velinha de 78 anos não vai ser apagada.
Mas sei que lá na nova casa do meu anjo, tá acontecendo a maior de todas as comemorações.
O Céu está em festa, porque tem a honra de ter uma das pessoas mais ilustres e especiais deste mundo: MEU PAI.
A falta que ele me faz é infinita, incomensurável e dói.
Há 5 anos eu não comemoro mais o quatro de janeiro de todos os anos.
Há 5 anos eu só consigo pensar em como seria se ele estivesse aqui.
Mas há 5 anos eu sei que o sofrimento acabou, e que agora não tem mais dor, não tem mais máquinas controlando sua respiração, não tem mais quimeoterapia, não tem mais.
Dizem que a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.
Mas pra um coração de filha, a dor e o sofrimento andam juntos.
O que fica é um consolo, de que o que tinha que ter acontecido, aconteceu.
Hoje é mais um 4 de janeiro em que vou lembrar dele, vou chorar por não poder abraçá-lo e dizer o quanto eu o amo.
Mas eu sei que minhas lágrimas vão evaporar e subir até a nova morada dele, e ele as receberá como prova do meu amor e do meu: "PARABÉNS, PAI"!

Eu te amo, pra sempre, e sempre. E isso NUNCA vai mudar.

Miss you, dad.

domingo, 29 de dezembro de 2013

about books.


Todo ano eu me auto-imponho uma meta de leitura, mas confesso que este ano não cumpri como deveria "#chatiada". Não fiz resenha de nenhum dos que li, mas acho que ainda dá tempo, afinal, hoje é dia 29/12! Praticamente nos 45 do 2º tempo... haha

Não sou muito ligada nesse lances de 'vou ler porque é best-seller', ou porque 'foi muito recomendado', ou talvez porque 'vi que os críticos elogiaram'... apesar de todos esses parâmetros serem importantes e relevantes, quando eu vou comprar um livro, levo em consideração a resenha da história, quem é o autor e suas vertentes e ideias, e daí sim eu vou saber se vai me agradar ou não.

Ironicamente, o livro mais lindo que eu li este ano foi há menos de uma semana, e eu o comprei porque vi um Book Trailer na fan page da editora do tal título. Sem mais delongas, "Extraordinário" me cativou à primeira vista. O videozinho de 1min30seg que assisti, foi o suficiente pra me deixar curiosa o bastante pra correr atrás do livro.

Então saí do meu trabalho numa quinta-feira pós-Natal e entrei na Livraria Cultura toda determinada. Fui direto na prateleira e peguei - confesso que comecei a olhar pro lado e vi uma biografia do Jack Kerouac que me deixou tentadíssima, depois vi o Ubik, outro livro que quero ler, e em seguida avistei alguns do Stephen King e aquela estante giratória com vários pockets do velho Buck... ok, mas eu resisti a todas as tentações e mantive foco, haha.

Fato é que comprei um livro infanto-juvenil, mas nem liguei. Na verdade, acho isso uma bobagem, se o livro é bom, não importa a qual idade ele seja destinado - mas obviamente não concordo que crianças leiam a trilogia dos 50 tons. haha

Enfim... entrei no metrô roendo as unhas pra começar a ler - sou dessas que quando compra um livro, quer começar a ler na mesma hora -, mas estava lotado, li umas 15 páginas. Quando cheguei em casa, sentei no meu sofá, a Frida - minha cachorrinha -, sentou do meu lado, e aí eu comecei a ler, ler, ler... e quando percebi, já tinha lido mais da metade. Impressionante como quando o livro é bom, você nem sente, né?

Acho que tô falando desse livro desde quinta-feira até hoje sem parar. Já falei pra minha mãe, amigos, e pro mundo - via twitter, instagram, facebook... aaah, a tecnologia!

Mas vamos ao que interessa:
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A RESENHA by alehcaires

A história...
É sobre um menininho chamado August Pullman (Auggie), que nasceu com uma mutação genética raríssima a qual fez com que seu rosto nascesse com uma anomalia terrível. Ao longo de seus 10 anos de vida, ele teve que se submeter a diversas cirurgias, para tentar amenizar sua aparência. Não vou me prolongar muito descrevendo-o, é mais interessante descobrir lendo o livro.
Fora isso, ele tem pais muito amorosos, uma irmã mais velha chamada Olivia (Via) e uma cadelinha, a Daisy.

Pelo fato de que passou praticamente a vida toda em hospitais, Auggie nunca frequentou uma escola de verdade, e seus pais decidem que chegou o momento dele enfrentar essa que provavelmente é uma das maiores dificuldades de sua vida, já que o garoto não está sob a proteção de seus pais e está sujeito a olhares maldosos, comentários e xingamentos, por conta de seu rosto.

Via, a irmã, também está em fase de transição. Ela também muda de escola e passa a ter novos amigos, histórias, e medos a enfrentar. 

Como será que ele lidou com esse novo universo? Essa parte eu não vou contar. :)

Mas posso dizer que é tudo muito comovente. Sensível. Doce. Ingênuo. 
Mas ao mesmo tempo, inteligente, dosado, e nos ensina uma grande lição.

Tenho que admitir que chorei em algumas partes, principalmente nas partes em que a cadelinha demonstra afeto e muito amor por todos. Lembrava da minha Frida todo o tempo, e chorava, haha. Que tonta que eu sou!

Uma das coisas que eu mais gostei foi que os capítulos são muito bem divididos e cada um deles é narrado por um dos personagens. Sem contar que a cada transição de capítulo, há um trecho de livro/música correspondente à situação e/ou opinião do personagem em questão. 

A linguagem é simples, mas não deixa de ser intensa.

A verdade é que em algum momento da vida todo mundo já deve ter se sentido um pouco como o Auggie, claro que não por um motivo tão forte e sério como o que é abordado, mas tenho certeza que todos já passaram por situações em que se sentiram coagidos.

Minha vontade é de escrever o livro todo aqui, mas vou parar por aqui pra deixar todo mundo curioso. Até porque, poxa, é tão baratinho! Vale a pena o investimento. Paguei R$ 19,90, achei uma pechincha. 

Pra terminar, a frase mais legal do livro, em minha opinião:

"Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil." 


PS.: "Não julgue um livro menino pela capa cara."

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Trust and Believe.


Hoje eu acordei numa manhã nublada, chuvosa, ensolarada, ventando, um misto de estações.
E bem no meio de tudo isso, um arco-íris. Um lindo arco-íris, que você avistou e que só deu tempo de registrar um retrato e puf, desapareceu. Como algo que quer avisar que as coisas vão mudar, e que esse era o sinal de que sua vida passaria por transformações neste dia.

É tão doido parar pra pensar em todas as coisas que rondam nosso íntimo ao longo do dia, né?
Às vezes você pode estar ali socializando, sorrindo, conversando, mas sua cabeça pode estar em outro planeta, Júpiter, talvez.

Como toda pessoa normal, passo o dia todo pensando em um milhão de coisas, problemas - e possíveis soluções -, e mais uma porrada de coisas que não vem ao caso, mas hoje tive uma das surpresas mais gratas da minha vida, aliás, da minha não, de uma vida que considero minha, de tão forte e enorme que é o amor que sinto por ela.

Eu tô transbordando de felicidade, senti vontade de chorar, de abracá-la loucamente, de dizer que 'Já deu tudo certo', e  'Conte comigo', e 'Confie em Deus', e mais um tanto de coisas, mas tudo que eu consegui dizer foi que eu estava muito feliz. 
Acho que por estar tão feliz, que não consegui me expressar com mais afinco.

Eu tenho um desvio de caráter muito grande [risos], que é me expressar melhor através de textos do que em palavras ditas. Sei lá, parece que eu travo! Mas eu gostaria muito de deixar registrado pra quem quer que seja que leia ou que vá ler este texto, que eu estou muito feliz, muito orgulhosa e principalmente, muito confiante!

Não há o que temer. As coisas acontecem quando devem acontecer, quando a gente sente que chegou o momento, e acredite, o momento é agora. Eu senti uma emoção tão forte e tão grande quando ouvi suas palavras, que para mim o dia já era hoje.

Eu estou com você, te apoio em qualquer que seja sua decisão, e sei que você fará a escolha certa. Você tem uma família que te ama infinitamente e que faria tudo por você. 
Pra mim você é e sempre será perfeita, se for fazer algo eu sei que será por você mesma. E é assim que tem ser. 
Você é muito importante, muito especial e muito corajosa. Não é uma decisão fácil de ser tomada, depois de tantos anos. Mas estamos contigo. Vá em frente, não tema, Deus está com você nessa, e tudo vai dar mais do que certo.

Eu te amo e tenho certeza de que tudo que acontecer será para o seu bem.

Trust and Believe.