Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. (C.L.)
Fuce.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Da série: Marcas.
Há quase um ano atrás escrevi um texto sobre árvores - aqui.
Mas antes disso, já tinha a vontade de tatuar algo que tivesse relação com a natureza.
Esse ano decidi, e fiz. E aí está o resultado da minha 'filhinha nova'.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Arruaça
E a menina da Mangueira, lá do alto, faceira,
Chegou bem marota, engraçada e volátil.
Intensa, fulgaz, furacão, bem precisa,
Inquieta, mandona, chorosa e distraída.
E o malandro da Vila também chegou nessa,
Veio direto do barraco, pra se divertir.
Trabalhou no visual, se produziu como nunca,
De casaco, sapato, panamá e desceu a rua.
E a bandeira da cidade, em ondas no céu,
Cobria uma parte das nuvens branquinhas.
Branquinhas uma ova, isso é poluição,
Mas não se pode brigar com a sua visão.
E o samba, o soul, o black, o rap, a MPB, a bossa nova, as poesias e prosas,
Se tornaram únicas.
O malandro e a menina, arruaceiros que só,
Dançaram na varanda e na mesa de bilhar.
E depois de muito tempo, decidiram se apresentar,
Meu nome é Dalila, prazer em te encontrar.
Meu nome é Josué, o prazer é todo meu.
E desceram a ladeira, a menina da Mangueira e o malandro da Vila.
Chegou bem marota, engraçada e volátil.
Intensa, fulgaz, furacão, bem precisa,
Inquieta, mandona, chorosa e distraída.
E o malandro da Vila também chegou nessa,
Veio direto do barraco, pra se divertir.
Trabalhou no visual, se produziu como nunca,
De casaco, sapato, panamá e desceu a rua.
E a bandeira da cidade, em ondas no céu,
Cobria uma parte das nuvens branquinhas.
Branquinhas uma ova, isso é poluição,
Mas não se pode brigar com a sua visão.
E o samba, o soul, o black, o rap, a MPB, a bossa nova, as poesias e prosas,
Se tornaram únicas.
O malandro e a menina, arruaceiros que só,
Dançaram na varanda e na mesa de bilhar.
E depois de muito tempo, decidiram se apresentar,
Meu nome é Dalila, prazer em te encontrar.
Meu nome é Josué, o prazer é todo meu.
E desceram a ladeira, a menina da Mangueira e o malandro da Vila.
Crítica: As vantagens de ser invisível (livro)
Olá, queridinhos e queridinhas.
Feliz Ano Novo - atrasado, mas o que vale [sempre] é a intenção, não? \o/
Como todo início de post - quando faz décadas que vc não posta: 'Nossa, quanto tempo que eu não dou o ar da graça por aqui'...
Estava com saudades de escrever no meu filhotinho, mas a falta de tempo -e de inspiração, confesso -, não me deixou outra alternativa. :(
Bom, pra matar quem estava me matando, hoje vou falar sobre um livro 'so cute' que eu li, que em português se chama 'As vantagens de ser invisível' (o nome original, em inglês, é The perks of being a wallflower).
No ano passado li muita coisa diferente uma da outra, autores com estilos distintos e histórias completamente fora de um padrão. Gosto de conhecer coisas novas e de ter opinião sobre algo que as pessoas dizem que é 'bom' ou 'ruim'.
Sem vergonha de dizer: li a trilogia dos 50 tons - e gostei, li Kerouac, Burroughs, Jane Austen, Nick Hornby, George Orwell, Bukowski (...), e não consegui escrever sobre nada por aqui, mas prometo que esse ano vou tentar me dedicar mais ao blog.
Antes de qualquer coisa, comprei esse livro depois que minha amiga Bia me disse que tinha assistido o filme, e que era lindo. Aí fiquei curiosa e quis ler, antes de ver qualquer coisa, e sim, 'As vantagens...' é um livro para pré-adolescentes/adolescentes, e eu achei incrível, cativante, diferente de tudo o que eu tive a oportunidade de ler nessa época (que já faz um tempinho, abafa), e é totalmente pertinente à esse universo, cuja história é recheada de acontecimentos típicos de adolescentes, dramático, doce, rebelde e é o (re) descobrimento de um milhão de sensações, sentimentos e intensidades que a vida põe em nosso caminho.
PS.: O filme baseado neste livro esteve em cartaz no ano passado, mas ficou pouco tempo em circuito comercial, e eu acabei perdendo a chance de assistir. Mas como, quase sempre, o livro é melhor do que o filme, por enquanto vou seguir crente, firme e forte nessa.
Voltando ao livro... a história é basicamente vivida por 3 personagens principais, mas nada que ofusque os coadjuvantes. Vou tentar resumir um pouquinho:
Charlie: É o personagem principal da história, tímido, sensível, adora ler e acabou de passar por uma situação extremamente desconfortável: o suicídio de um grande amigo, e a morte de sua querida tia, além disso, ele tem traumas de infância que acaba entendendo apenas na adolescência. Entra em um colégio onde se sente solitário, mas acaba encontrando em Sam e Patrick refúgio, diversão e ombro amigo para todas as horas, além de muitas experiências incluindo sexo, drogas e rock'n'roll.
Sam: É a garota dos sonhos da Charlie, porém, como é mais velha, ela tenta anular essa hipótese da cabeça dele. Bonita, inteligente, divertida, parece ser muito auto-confiante, é irmã de Patrick.
Patrick: Homessexual, irmão de Sam e torna-se o melhor amigo de Charlie.
O livro todo tem um ar meio indie. Ele é todo escrito em forma de cartas, ou seja, a narrativa é sempre Charlie escrevendo cartas a alguém que ninguém sabe ao certo quem é.
Ele vive uma porção de novas experiências que lhe proporcionam sensações únicas e extasiantes; vai desconbrindo ao longo da trama, junto ao seu professor e amigo, que tem um enorme talento com a escrita, entretanto, vive alguns momentos de lembranças angustiantes, introspectivas e passa por situações em que a insegurança o consome.
No filme, os atores que interpretam os personagens acima, são: Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam) e Ezra Miller (Patrick) e para quem ainda não assistiu mas já viu o trailer, dá pra imaginar cada um deles direitinho na cabeça em cada cena descrita.
Não quero falar muito sobre a história pra não perder a graça para quem tiver se interessado em ler e/ou assistir o livro/filme.
Pelas críticas que tenho lido o filme foi muito elogiado, apesar do baixo orçamento e de uma divulgação não tão expressiva para a massa aqui no Brasil. Eu estou louca pra conferir e tirar minhas próprias conclusões. Disseram que a trilha sonora é ótima - e se tiver um terço das bandas e músicas que são citadas no livro, já está ótimo. *-*
Enquanto não vejo, fica aí a dica de uma leitura que foi muito prazerosa pra mim e que recomendo com muito apreço.
Espero que gostem.
:D
Feliz Ano Novo - atrasado, mas o que vale [sempre] é a intenção, não? \o/
Como todo início de post - quando faz décadas que vc não posta: 'Nossa, quanto tempo que eu não dou o ar da graça por aqui'...
Estava com saudades de escrever no meu filhotinho, mas a falta de tempo -
Bom, pra matar quem estava me matando, hoje vou falar sobre um livro 'so cute' que eu li, que em português se chama 'As vantagens de ser invisível' (o nome original, em inglês, é The perks of being a wallflower).
No ano passado li muita coisa diferente uma da outra, autores com estilos distintos e histórias completamente fora de um padrão. Gosto de conhecer coisas novas e de ter opinião sobre algo que as pessoas dizem que é 'bom' ou 'ruim'.
Sem vergonha de dizer: li a trilogia dos 50 tons - e gostei, li Kerouac, Burroughs, Jane Austen, Nick Hornby, George Orwell, Bukowski (...), e não consegui escrever sobre nada por aqui, mas prometo que esse ano vou tentar me dedicar mais ao blog.
Antes de qualquer coisa, comprei esse livro depois que minha amiga Bia me disse que tinha assistido o filme, e que era lindo. Aí fiquei curiosa e quis ler, antes de ver qualquer coisa, e sim, 'As vantagens...' é um livro para pré-adolescentes/adolescentes, e eu achei incrível, cativante, diferente de tudo o que eu tive a oportunidade de ler nessa época (que já faz um tempinho, abafa), e é totalmente pertinente à esse universo, cuja história é recheada de acontecimentos típicos de adolescentes, dramático, doce, rebelde e é o (re) descobrimento de um milhão de sensações, sentimentos e intensidades que a vida põe em nosso caminho.
PS.: O filme baseado neste livro esteve em cartaz no ano passado, mas ficou pouco tempo em circuito comercial, e eu acabei perdendo a chance de assistir. Mas como, quase sempre, o livro é melhor do que o filme, por enquanto vou seguir crente, firme e forte nessa.
Voltando ao livro... a história é basicamente vivida por 3 personagens principais, mas nada que ofusque os coadjuvantes. Vou tentar resumir um pouquinho:
Charlie: É o personagem principal da história, tímido, sensível, adora ler e acabou de passar por uma situação extremamente desconfortável: o suicídio de um grande amigo, e a morte de sua querida tia, além disso, ele tem traumas de infância que acaba entendendo apenas na adolescência. Entra em um colégio onde se sente solitário, mas acaba encontrando em Sam e Patrick refúgio, diversão e ombro amigo para todas as horas, além de muitas experiências incluindo sexo, drogas e rock'n'roll.
Sam: É a garota dos sonhos da Charlie, porém, como é mais velha, ela tenta anular essa hipótese da cabeça dele. Bonita, inteligente, divertida, parece ser muito auto-confiante, é irmã de Patrick.
Patrick: Homessexual, irmão de Sam e torna-se o melhor amigo de Charlie.
O livro todo tem um ar meio indie. Ele é todo escrito em forma de cartas, ou seja, a narrativa é sempre Charlie escrevendo cartas a alguém que ninguém sabe ao certo quem é.
Ele vive uma porção de novas experiências que lhe proporcionam sensações únicas e extasiantes; vai desconbrindo ao longo da trama, junto ao seu professor e amigo, que tem um enorme talento com a escrita, entretanto, vive alguns momentos de lembranças angustiantes, introspectivas e passa por situações em que a insegurança o consome.
No filme, os atores que interpretam os personagens acima, são: Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam) e Ezra Miller (Patrick) e para quem ainda não assistiu mas já viu o trailer, dá pra imaginar cada um deles direitinho na cabeça em cada cena descrita.
Não quero falar muito sobre a história pra não perder a graça para quem tiver se interessado em ler e/ou assistir o livro/filme.
Pelas críticas que tenho lido o filme foi muito elogiado, apesar do baixo orçamento e de uma divulgação não tão expressiva para a massa aqui no Brasil. Eu estou louca pra conferir e tirar minhas próprias conclusões. Disseram que a trilha sonora é ótima - e se tiver um terço das bandas e músicas que são citadas no livro, já está ótimo. *-*
Enquanto não vejo, fica aí a dica de uma leitura que foi muito prazerosa pra mim e que recomendo com muito apreço.
Espero que gostem.
:D
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Alter ergos de Suzi.
[...] O diário dos Alter egos de Suzi falando, alô, alô:
- Pra ser bem sincera, não tenho certeza quanto ao meu futuro (nem quanto ao meu presente, que dirá o futuro...).
No fundo ela é só uma menina de olhos arregalados, com leves sardas amarronzadas na altura das bochechas e com a pela manchadinha pelo sol, mas nada que uma boa base não resolva quando ela quer se sentir melhor.
- Sinceramente, desacredito piamente que algum dia alguém se apaixone por mim do jeito que eu sou. 'Magricelinha', desengonçada míope, de pernas finas e absolutamente ----- [e encantadoramente - essa parte 'ela' nunca cita]----- boba.
No fundo, ela nem acha nada disso, mas é assombrada com alguns pensamentos ruins de vez em quando, que vez ou outra resolvem persegui-la.
- Talvez porque já se passaram nem sei quantos anos e nunca mais estive com ninguém - pelo menos ninguém que valesse a pena. Talvez porque opções tenham faltado, ou porque as oportunidades não foram aproveitadas na hora certa - se bem que pra falar a verdade, não tenho nenhuma lembrança muito eufórica de nada que pudesse me tirar de minha zona de conforto. Sim, é confortável, é estável.
No fundo, ela tenta se proteger. Pobrezinha.
- Ok. Talvez eu tenha me retraído, com medo de entrar em algum abismo desconhecido, ou conhecido implicitamente. Estou presa em minha bolha, cuja única pessoa autorizada a entrar sou eu mesma. Aqui não cabe mais ninguém. Dê o fora! - grita meu consciente.
No fundo, ela quer dizer pra ela mesma que se sente bem dessa maneira, e talvez se sinta mesmo. Mas sinto uma carência contida nesse coração, sei lá...
- Queria poder saber se vou acabar uma solteirona convicta na casa dos 40, que viverá em um apê bacanésimo, com cachorros e pássaros e peixes, músicas, filmes, algumas obras de arte, ingressos de shows passados e uma certa melancolia, ou a convicção do termo 'bem-resolvida e feliz' com o rumo da minha vida.
No fundo, ela não pode prever. Ninguém pode. E ela não sonha mais. Preciso resgatar essa menina.
- O pensamento não me amedronta, pelo menos não de forma que transpareça fragilidade de minha parte, mas confesso que pode ser triste viver sem ter alguém pra partilhar seus planos, angústias, comemorações...
No fundo, ela é franca, e sabe que a franqueza é uma qualidade divina para si mesma.
- Desabafo, protesto, entenda como quiser. Indecifrável até pra mim. Minha missão nesse mundo certamente não foi viver um conto de fadas. Não mesmo. E vou envelhecendo [estou com 34 e isso me assusta], enferrujando, me conformando e correndo atrás de coisas palpáveis.
No fundo, ela espera alguma coisa que também não sabe bem o que é. Mas ela espera. Espera. Um dia vai chegar. E aí a Suzi vai voltar pra contar, tenho certeza.
- Pra ser bem sincera, não tenho certeza quanto ao meu futuro (
No fundo ela é só uma menina de olhos arregalados, com leves sardas amarronzadas na altura das bochechas e com a pela manchadinha pelo sol, mas nada que uma boa base não resolva quando ela quer se sentir melhor.
- Sinceramente, desacredito piamente que algum dia alguém se apaixone por mim do jeito que eu sou. 'Magricelinha', desengonçada míope, de pernas finas e absolutamente ----- [e encantadoramente - essa parte 'ela' nunca cita]----- boba.
No fundo, ela nem acha nada disso, mas é assombrada com alguns pensamentos ruins de vez em quando, que vez ou outra resolvem persegui-la.
- Talvez porque já se passaram nem sei quantos anos e nunca mais estive com ninguém - pelo menos ninguém que valesse a pena. Talvez porque opções tenham faltado, ou porque as oportunidades não foram aproveitadas na hora certa - se bem que pra falar a verdade, não tenho nenhuma lembrança muito eufórica de nada que pudesse me tirar de minha zona de conforto. Sim, é confortável, é estável.
No fundo, ela tenta se proteger. Pobrezinha.
- Ok. Talvez eu tenha me retraído, com medo de entrar em algum abismo desconhecido, ou conhecido implicitamente. Estou presa em minha bolha, cuja única pessoa autorizada a entrar sou eu mesma. Aqui não cabe mais ninguém. Dê o fora! - grita meu consciente.
No fundo, ela quer dizer pra ela mesma que se sente bem dessa maneira, e talvez se sinta mesmo. Mas sinto uma carência contida nesse coração, sei lá...
- Queria poder saber se vou acabar uma solteirona convicta na casa dos 40, que viverá em um apê bacanésimo, com cachorros e pássaros e peixes, músicas, filmes, algumas obras de arte, ingressos de shows passados e uma certa melancolia, ou a convicção do termo 'bem-resolvida e feliz' com o rumo da minha vida.
No fundo, ela não pode prever. Ninguém pode. E ela não sonha mais. Preciso resgatar essa menina.
- O pensamento não me amedronta, pelo menos não de forma que transpareça fragilidade de minha parte, mas confesso que pode ser triste viver sem ter alguém pra partilhar seus planos, angústias, comemorações...
No fundo, ela é franca, e sabe que a franqueza é uma qualidade divina para si mesma.
- Desabafo, protesto, entenda como quiser. Indecifrável até pra mim. Minha missão nesse mundo certamente não foi viver um conto de fadas. Não mesmo. E vou envelhecendo [estou com 34 e isso me assusta], enferrujando, me conformando e correndo atrás de coisas palpáveis.
No fundo, ela espera alguma coisa que também não sabe bem o que é. Mas ela espera. Espera. Um dia vai chegar. E aí a Suzi vai voltar pra contar, tenho certeza.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Da série 'Casamentos'.
Com exceção dos meus pais, arroz e feijão, pão com manteiga e macarrão com frango, o único casal que acredito que nasceram um para o outro é o livro e a música.
Livros e músicas se complementam.
Eu particularmente amo ler apreciando uma [às vezes nem tão] bela canção. Ao tilintar de cada nota sinto as emoções dos personagens, não sei explicar. Alguns livros que li tiveram trilhas sonoras específicas, o On The Road, por exemplo, li escutando Arctic Monkeys do começo ao fim - com algumas 'intromissões' de Bloc Party, confesso. O 1984 foi Placebo na veia, Orgulho e Preconceito ficou com Cícero... e por aí vai.
Mas o barato é esse mesmo, vc creditar uma trilha sonora sua, particular, onde você é o 'diretor' do que cabe ou não àquela história.
A música me ajuda a configurar uma sonoplastia - se assim posso me referir - pra cada livro lido, pra cada história desencadeada.
Os livros, por sua vez, têm seu charme, excentricidade, malícia e volúpia. Histórias brotam a cada parágrafo proclamado.
Ambas as paixões têm tanto em comum, mas são tão opostas ao mesmo tempo... a começar pelos 'sentidos'... audição e visão, que juntos formam uma dupla de sensações inebriantes e instrospectivas ao mesmo tempo.
Os olhos que fitam o livro, atônitos e ansiosos por desfechos, são os mesmos que deixam lágrimas percorrerem pelo rosto, após ter um momento nostálgico, sonhado depois de ouvir determinada melodia.
Fato é que, ler sem música e escutar música sem imaginar a letra é quase como nadar em uma piscina de areia. Não faz sentido.
Os livros, as músicas, tudo parte de possibilidades infindáveis de sensações, cada qual com o seu poder sobre nosso desejos, anseios, medos, emoções e aspirações.
Eu digo LIVROS e MÚSICAS. Livros de verdade e músicas de verdade.
Porque música é uma história contada, e são essas a que me refiro.
E porque livros são passaportes para viagens extradiordinariamente especiais e únicas. Porque vocês vai da ficção à realidade, do Oiapoque ao Chuí, dos romances aos suspenses, em um virar de página, tudo isso sem precisar se mover, só deixar os pensamentos e a imaginação fluirem.
É por isso que se combinam tanto.
Tão fantasiosos, mas no fundo tão cheios de verdades, de países, de momentos, que temos a obrigação de reviver como personagens, e fica até difícil, às vezes, voltar pra realidade...
Livros e músicas se complementam.
Eu particularmente amo ler apreciando uma [
Mas o barato é esse mesmo, vc creditar uma trilha sonora sua, particular, onde você é o 'diretor' do que cabe ou não àquela história.
A música me ajuda a configurar uma sonoplastia - se assim posso me referir - pra cada livro lido, pra cada história desencadeada.
Os livros, por sua vez, têm seu charme, excentricidade, malícia e volúpia. Histórias brotam a cada parágrafo proclamado.
Ambas as paixões têm tanto em comum, mas são tão opostas ao mesmo tempo... a começar pelos 'sentidos'... audição e visão, que juntos formam uma dupla de sensações inebriantes e instrospectivas ao mesmo tempo.
Os olhos que fitam o livro, atônitos e ansiosos por desfechos, são os mesmos que deixam lágrimas percorrerem pelo rosto, após ter um momento nostálgico, sonhado depois de ouvir determinada melodia.
Fato é que, ler sem música e escutar música sem imaginar a letra é quase como nadar em uma piscina de areia. Não faz sentido.
Os livros, as músicas, tudo parte de possibilidades infindáveis de sensações, cada qual com o seu poder sobre nosso desejos, anseios, medos, emoções e aspirações.
Eu digo LIVROS e MÚSICAS. Livros de verdade e músicas de verdade.
Porque música é uma história contada, e são essas a que me refiro.
E porque livros são passaportes para viagens extradiordinariamente especiais e únicas. Porque vocês vai da ficção à realidade, do Oiapoque ao Chuí, dos romances aos suspenses, em um virar de página, tudo isso sem precisar se mover, só deixar os pensamentos e a imaginação fluirem.
É por isso que se combinam tanto.
Tão fantasiosos, mas no fundo tão cheios de verdades, de países, de momentos, que temos a obrigação de reviver como personagens, e fica até difícil, às vezes, voltar pra realidade...
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Queria.
Queria ser mais atrevida,
Mais destemida,
Menos arcaica,
Mais imoral.
Menos medrosa,
Mais corajosa,
Mais confiante,
Menos normal.
Queria que ele me olhasse,
Mais do que isso, me enxergasse,
Até conversasse, na mesa de um bar.
Queria não ter conhecido,
Gostado de ouvi-lo,
Não ter admirado, nem me identificado,
Nem saber quem é.
Queria que fosse verdade, os sonhos sonhados,
Os risos escritos,
As promessas não cumpridas, que nem foram prometidas.
Queria ter dito,
Em alto e bom som
O que diz meu coração,
Mas cacife me faltou, entalando meu discurso.
Queria não ter apanhado,
Não ter chorado,
Por motivo banal e sem fundamento.
Queria não ter esperança,
Ser moça com lança,
Pra me proteger dos pensamentos que me levam até você.
Queria que alguém percebesse,
Me emudecesse,
Com um toque terno,
Acalentando meu ego.
Queria não ter sentimento,
Queimando por dentro,
Cheio de incertezas e incredulidade,
No ato de amar.
Queria não querer esperar uma mensagem,
Um convite ou coincidência,
Onde eu pudesse te encontrar.
Queria que isso se afastasse de mim,
Que o imediatamente estivesse próximo do fim,
E que o final tênue do querer e ser, estivesse logo aqui.
Aqui e agora,
Porque já não posso mais suportar a ideia,
De não tê-lo sequer pra sentar e conversar.
Falar sobre a vida, sobre arte, comida,
Sobre coisas em comum, que fizemos na infância.
Espero conseguir,
Essa vontade emergir, da carne e da alma.
Enquanto isso, acompanho seu jardim,
Sem ao menos saber, se tens ideia do quanto tenho a lhe oferecer,
Sobre os planos que fiz, pra você e pra mim.
Mais destemida,
Menos arcaica,
Mais imoral.
Menos medrosa,
Mais corajosa,
Mais confiante,
Menos normal.
Queria que ele me olhasse,
Mais do que isso, me enxergasse,
Até conversasse, na mesa de um bar.
Queria não ter conhecido,
Gostado de ouvi-lo,
Não ter admirado, nem me identificado,
Nem saber quem é.
Queria que fosse verdade, os sonhos sonhados,
Os risos escritos,
As promessas não cumpridas, que nem foram prometidas.
Queria ter dito,
Em alto e bom som
O que diz meu coração,
Mas cacife me faltou, entalando meu discurso.
Queria não ter apanhado,
Não ter chorado,
Por motivo banal e sem fundamento.
Queria não ter esperança,
Ser moça com lança,
Pra me proteger dos pensamentos que me levam até você.
Queria que alguém percebesse,
Me emudecesse,
Com um toque terno,
Acalentando meu ego.
Queria não ter sentimento,
Queimando por dentro,
Cheio de incertezas e incredulidade,
No ato de amar.
Queria não querer esperar uma mensagem,
Um convite ou coincidência,
Onde eu pudesse te encontrar.
Queria que isso se afastasse de mim,
Que o imediatamente estivesse próximo do fim,
E que o final tênue do querer e ser, estivesse logo aqui.
Aqui e agora,
Porque já não posso mais suportar a ideia,
De não tê-lo sequer pra sentar e conversar.
Falar sobre a vida, sobre arte, comida,
Sobre coisas em comum, que fizemos na infância.
Espero conseguir,
Essa vontade emergir, da carne e da alma.
Enquanto isso, acompanho seu jardim,
Sem ao menos saber, se tens ideia do quanto tenho a lhe oferecer,
Sobre os planos que fiz, pra você e pra mim.
Assinar:
Postagens (Atom)


