Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. (C.L.)


Fuce.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fé Ria Do. sobre feriados.

Meus horários de almoço no trabalho são sempre recheados de muita risada, conversas estúpidas, interessantes, fúteis, mas acima de tudo divertidas. Vira e mexe surge alguma discussão em que as opiniões divergem, aí vira uma coisa meio 'A Fazenda', só que sem porrada, haha. Brinks! Só pra descontrair mesmo, hehe.

Mas o mote não é esse... é que hoje estávamos comendo nossas marmitas [haha - sim, eu sou marmiteira] e estamos todos ávidos esperando o feriadinho [porque esse ano, né, a coisa foi feia de feriados...], e aí me lembrei de uma matéria que li - não me lembro onde -, dizendo que o povo brasileiro é o mais preguiçoso do mundo, o que mais reclama das segundas-feiras e coisa e tal.

Daí eu me pergunto: será que essa estatística realmente constata todos os fatos que contribuem pra esse diagnóstico?

É fácil dizer que 'somos preguiçosos', difícil é acordar junto com o galo, sair enquanto ainda está escuro e com medo de ser assaltada ou abordada na rua, pegar transporte público lotado, esperar o metrô/trem, e muitas vezes ainda aguentar 'cara feia' de chefe que acha que você se atrasa, ou algo do tipo, de propósito.
Difícil é passar mais tempo dentro das conduções do que na sua própria casa, devido à distância de casa até o trabalho.

Fácil falar que a gente só reclama, difícil é sobreviver com os salários injustos, em uma cidade como São Paulo, por exemplo, em que aluguel, contas e custo de vida são altos e sobra mês no fim do salário!

Fácil falar que a gente gosta de moleza, difícil é ter que aceitar taxas de juros absurdos em qualquer coisa que você planeje comprar. 

É por essas e outras que eu digo: a gente comemora quando tem feriado SIM. A gente gosta de emendar feriado, SIM. A gente gosta de uma folguinha, SIM. E isso não é sinônimo de vagabundagem, muito menos de falta de profissionalismo ou preguiça. Isso é cansaço, minha gente. Just it!

E para os  hipócritas que criticam quem tá doido pra chegar o feriadinho, meu beijo no ombro pra você, porque eu sei que você também tá doido pra dormir até meio-dia.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

aleh's opinion about... something or anything.

Daí que eu tô há dias com a cabeça fervilhando de ideias, desabafos, histórias, lamúrias, casos e afins, mas não consigo organizar as coisas, e tudo se embanana na minha cabeça e eu não sei se escrevo, se oro, se grito, se falo, se choro... tem tanta coisa acontecendo comigo ultimamente...!

Não sei se isso é bom ou ruim, BUUUUUT, a questão é: como lidar?

A vida é mesmo muito da danada, faz você pagar a língua vááárias vezes, por vááárias coisas que você jurava a si mesma que jamais faria, e de repente, se pega fazendo. Confesso que de uns tempos pra cá tenho andado com a cabeça mais aberta e talz. Nada de drogas, haha isso realmente não me tenta, nunca me tentou, são apenas pensamentos mesmo, de como a vida pode ser boa, ou não, dependendo das nossas atitudes com quem nos cerca.

Daí você pensa que as coisas estão bem, que você tá no caminho certo, e aí aparecem pessoas acontecem coisas que você já tinha até 'enterrado', tava mó de boa, nem lembrava da existência... E você não sabe dizer se isso é bom ou ruim pra você. E aí começa uma putcha confusão na mente e no coração. Aliás, essa teoria de sorte no jogo e azar no amor foi feita inspirada em mim, certeza. Com a exceção de que eu não jogo, portanto ainda não sei se realmente tenho sorte no jogo. Tá aí! Bora fazer uma 'fézinha' na mega-sena. Minha mãe já faz a parte dela, mas vai que a sorte tá comigo, né... haha

Por que eu sou tão complicada? Às vezes eu não me aguento, sério.
Pô, tanta coisa que eu já sei, aliás, que eu tô 'careca' de saber, e continuo batendo na mesma tecla...
Não é por ilusão, muito menos por achar que as coisas vão ser diferentes, mas é por um impulso fdp que aparece e fica martelando na minha cabeça, tipo um mantra: 'isso talvez não seja o melhor pra você, mas vá em frente quebrar sua carinha, fofa'. Então tá! Eu obedeço 'tontamente', do verbo 'você é uma tonta'.
Tem horas que me sinto num gibi da Turma da Mônica, onde às vezes aparecia um anjinho e um diabinho do lado dos personagens, que influenciavam as decisões deles. No fim o anjinho sempre estava certo. E aí eu me pergunto: e por que raios a gente escuta o 'diabinho' em alguns momentos?

Tá meio subliminar tudo isso, mas beleza, é essa a intenção mesmo, haha.
É que é meio difícil desabafar sobre si mesma nesse mundão que é a internet. É uma exposição proposital, mas não intencional... estranho. Na verdade escrever, pra mim, é uma terapia, e muitas vezes isso tudo vai pro caderno mesmo, mas eu gosto de 'eternizar' as coisas que eu sinto, por aqui. É divertido olhar posts antigões, de uma época em que minhas preocupações, frustrações, ambições, alegrias e tristezas eram outras.
É uma evolução constante, de tudo mesmo, da alma, do corpo, da mente, da minha percepção sobre eu mesma...

Tô envelhecendo, e é engraçado lembrar que quando eu tinha uns 18, 19 anos achava que quando chegasse aos 25 estaria quase casada, sei lá... haha. Não que isso seja um desejo, mas é o que geralmente a gente pensa quando está nessa idade: 'vou ter um carro, um bom emprego, talvez um namorado, darei entrada num apê e viajarei o mundo loucamente'. Tudo balela.

Fato é que eu tô aproveitando a vida, não sei se da melhor forma, mas tô aproveitando. O que me mata é a insegurança ridícula de coisas que nem eu sei. Talvez de coisas que nem existam de verdade. Será que meu cérebro é suficiente, ou será que preciso ter a bunda da Carla Perez [ou qualquer outra mais atual aí, que eu não vou saber o nome de imediato] pra ser mais legal? Coisa de mulher. Mesmo as que se fazem de duronas, no fundo são um pouco inseguras, tão inseguras que não são sequer capazes de admitir isso.
Talvez eu nem seja tanto assim, já que admitir as coisas é uma das minhas melhores qualidades. Não fuja da raia: ♫ hehe cof cof

Eu juro que não faço a menor ideia do que tá acontecendo na minha vida. Só sei que tô planejando algumas coisas, que certamente me farão bem. Tô que não me aguento de ansiedade e medo, muito medo.
Mas tá nas mãos de Deus. Sei que o que for melhor pra mim ele vai fazer. E vai me ajudar a discernir e me dar forças pra não me machucar pelos caminhos espinhosos que a Dona Vida teima em colocar à nossa frente.

Tô aqui meio pizza: meio razão, meio coração. E sempre sou mais razão. Essa parte do coração tá errada!

Enquanto isso, eu vou respondendo todos os dias a mesma pergunta, com a mesma resposta.

What's happening with u? Are you crazy, girl? ... Maybe... Sometimes, I feel that strange things happen to me... I don't know say... Maybe, I'm  stupid or lunatic, it doesn't matter. The most important: I'm living.


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

She's sad.

Talvez eu não mereça coisas belas.
Sou cheia de urgências, possíveis, passíveis. Sentinela.
Senti nela, sinto-me, sinta-se síntese.
Repugnante sensação de ócio e caos, mas na verdade isso não passa de imaginação.

- Você é ignorante.
-Você não merece nada de bom.
- Não acontecem coisas boas contigo, porque você é RUIM.
Você é ruim, pessoa ruim. Você é assustadoramente perigosa, é um animal, um bicho feroz, voraz, faminto, hostil.
- Grosseira!

Palavras que ferem.
Não cicatrizam.
Caráter, caractere da alma. Eureka!
Coisas banais, que ninguém entende. Coisas fatais. Que matam a alma, dilaceram a carne, e fazem transbordar lágrimas de água quente e salgada, misto de água do mar, com águas termais.

Humilhação. É este o sentimento que sempre me faz meditar.
Eu não tenho os contatos certos.
Sequer tenho contato.
Contate-me, por favor, se puder. Ouça-me, compreenda-me, não julgue-me.

O vazio está dentro de você. O incômodo volátil jorra dentro de ti, e nem percebe, porque está ocupado procurando indícios noutras pessoas, sem perceber que o erro está em você.

Tristeza uma hora vai embora. Saudade fica. Vontade vem e vai. Oportunidades passam.
Em momentos inoportunos, ouço sua voz me acusar, como quem tem sempre razão, mas não passa de calúnia entorpecedora.

Calar é a melhor opção. A melhor solução.

Espero que um dia a aurora lhe banhe, regue seu jardim com seus intrépidos raios e lhe faça perceber que todo mundo tem um lado melhor, que pode florescer.



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

#chatiada com tanta futilidade

A vida no século XXI é composta por tipos caricatos, de valores invertidos, e isso é realmente muito chato.

É sem graça. É engraçado o engajamento 'social' que certas pessoas têm pra se manter em um âmbito de popularidade visceral. É quase como um vício. Enquanto não chega no clímax do 'sucesso', não para. Não tem limite, não tem fim.

Fico pensando às vezes se eu que estou no lugar errado, na hora certa; ou se estou no lugar certo, mas na hora errada. Será que só eu não sou bitolada?

Não sou hipócrita a ponto de dizer que viveria sem tecnologia numa boa, porque não, eu não viveria. E nem você, que tá olhando torto aí. Venhamos e convenhamos, nem eu nem você vivemos sem um smartphone, sem um computador, sem saber de notícias [fúteis ou que realmente prestam] no imediatismo de hoje... mas o que me intriga é a forma como muitas pessoas usam tudo isso.

A ideia é se expor? Ok, eu também me exponho. Mas de que forma isso acontece? Será que realmente é tão importante você ter zilhões de seguidores, 1 milhão de likes, infinitos compartilhamentos?
Será que realmente você é admirado? Não tô criticando, só tô ponderando.
Também sigo 'artistas' nas redes sociais, e posto fotos de comida e faço check in nos lugares que eu visito. Mas não com a intenção de que de um dia pro outro eu vire uma sub-celebridade da web.

Eu tenho a impressão de que a autoconfiança das pessoas está relacionada única e exclusivamente pelos comentários alheios, e isso pra mim tem a ver com uma certa insegurança, talvez implícita, ou oculta mesmo. Talvez a pessoa nem saiba, talvez esteja em seu subconsciente...

Não acho que não seja legal e saudável saber que existem pessoas que vivem da imagem, seja da forma que for; só acho que a imagem deveria ser menos vinculada à personalidade e caráter.
Você 'segue' uma pessoa porque de alguma forma rola uma identificação, ou se pá apenas uma aspiração e espelho de como você gostaria de ser... mas você não conhece aquele (a) fulano (a). Então, por que amar? Não tô dizendo pra 'odiar', só respeitar já tá de bom tamanho. Mas fanatismo é uma coisa muito surreal pra mim.

Infelizmente vivemos em uma sociedade em que a aparência, além de cartão de visita, é também o que molda a opinião de alguém sobre você. Padrões estéticos estereotipados estão longe de acabar, aliás, só fazem aumentar a cada dia, e não sou contra intervenções cirúrgicas e estéticas [já passei pelo bisturi, se querem saber], mas desde que seja por uma satisfação pessoal, e não por imposição, ou porque 'fulano de tal fez'.

Triste saber que muita gente vive de aparências, se relacionam com pessoas somente pela embalagem, e conteúdo que é bom, nada.
Não condeno as pessoas que correm atrás de melhorar a autoestima, eu também gosto de me sentir bonita, mas esse negócio de malhar até morrer, hashtags 'projeto verão', às vezes me irritam um pouco.

Pow, onde é que fica o prazer? A pessoa vive em prol de uma imposição!
- Eu TENHO que ser gostosa pra alguém me aceitar, pra sentir orgulho de estar ao meu lado.
- Eu TENHO que ser bombado pra pegar minas tops.
Caramba, que chatice!
Se você precisa mostrar seu corpo pra atrair olhares, só tenho uma coisa a dizer #sólamento.
Porque é realmente broxante issaê, na boa.
Vou contar um segredo: peito cai, bunda cai, rugas nascem, músculos somem, CÉREBRO fica.

Na moral? Eu adoro é sair, comer até explodir, ser magrela, mas viver minha vida sem privações definidas por sei lá quem.
- Ah, você fala isso porque você é magra.

Pode até ser, mas eu jamais trocaria um 'gosto' por um 'desgosto'. E se alguém algum dia for gostar de mim, vai ter que me aceitar do jeito que eu sou. Magricela, míope, comilona, mas engraçada, humilde, esforçada... Poxa, nem só de qualidades físicas vivem as pessoas... ou tô errada?
Vi umas coisas na minha própria timeline que me deixaram meio indignada, aí queria desabafar.

Por um mundo com menos fotos de corpinhos sarados na academia, SDV e Troco Likes.

#chatiada com tanta coisa fútil
Tá fácio não Brasio!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Inspira. Respira. Explica. / ção

Um dia 'eu queria' inspiração.
N'outro, só respiração. D'outro, d'outra pessoa, pode ser de um qualquer.
Um dia eu quis explicação, de tal e coisa, de coisa e tal. Não tive, não procurei.
De dia eu queria ser exceção. De noite, paixão.
Queria ter tempo pra me inspirar mais, respirar mais, inspirar alguém.
Tempo pra viajar pra outros ares, outros lugares.
Queria deitar e ver o céu se abrir na minha cabeça, de ponta-avessa.
Queria poder inventar dialetos, palavras desconexas, só do meu universo.
Que tola que sou, isto eu já faço, no sonho capacho é escravo de mim.
E querer é tão pouco, que no fundo há desgosto, nesse ímpeto banal.
O que eu quero é correr em uma estrada íngreme e tempestuosa, mas chegar ao topo e avistar o belo.
E de lá 'em cimão' gritar bem alto, seu nome, apelido, sem importar o motivo, o que importa é berrar.
Um urro tão forte, estrondoso e gigante, que de tão imenso, não cabe em meu peito.
Mas aí você vai ver e perceber, que bem do seu lado, vive um lobo valente, uma menina de fases e uma mulher que te quer.




sábado, 10 de agosto de 2013

PAI.





Amanhã é um domingo. Para alguns um domingo qualquer. Para outros um domingo especial.
Fato é que amanhã se comemora um dia que infelizmente eu só posso comemorar na memória.
Amanhã é Dia dos Pais.

Amanhã é dia de lembrar ainda mais do quanto eu tive um pai maravilhoso.
Um pai dedicado, carinhoso, preocupado, doce, calmo, gentil, amável, inteligente, simples, engraçado, sereno, humilde, INCRÍVEL.

Pra mim, o MEU pai SEMPRE vai ser o MELHOR exemplar de HOMEM que já existiu na face da Terra.
Eu sempre tenho a impressão de que meu pai não era uma pessoa 'comum'. Ele sempre teve muita luz com ele. Era um anjo. Meu anjo.


Eu não consigo mensurar o tamanho da saudade que eu sinto dele. Sempre acho [mesmo depois de 4 anos] que vou chegar em casa e ele vai voltar do trabalho com o chocolatinho que ele me trazia todas as noites, ou que vou tentar entrar no banheiro e ele vai estar tomando seu banho interminável, ou que ele vai fazer torradas pra gente tomar café... dói tanto saber que eu não posso mais abraçá-lo fisicamente...

Mas tenho a convicção de que ele está em um lugar muito lindo, ao lado de Deus, e que ele olha por nós.

Se você tem seu pai perto de você, aproveite cada momento ao lado dele.

Hoje eu não posso abraçar, beijar, declarar meu amor pelo meu pai. Pelo menos não pessoalmente.
Mas eu sei que ele sentia todo esse amor, mesmo quando estava naquela maca de hospital... momentos que prefiro não me recordar.

Todo ano eu tento escrever alguma coisa sobre o meu pai. Às vezes no dia em que ele faria aniversário, ou no Dia dos Pais, ou quando a saudade aperta muito, aí corro pra desabafar da melhor forma que eu conheço: escrevendo. Escrevendo, não com palavras, mas com o coração, com o sentimento de uma filha que a cada dia que passa sente o quão abençoada foi por ter tido a educação de pais tão íntegros.

Não é a primeira vez que posto esse vídeo por aqui, mas pra mim é uma maneira 'física' de olhar mais uma vez pro rosto do homem que eu mais amei na minha vida. E nada nunca vai mudar isso.

Que o senhor esteja descansando nos braços de Deus, meu pai. Sinta-se abraçado, amado, e desejo que aí do céu você posso receber todo meu amor e meu Feliz Dia dos Pais.

[...] ps.: só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você. [...]

te amo. eternamente. ♥


terça-feira, 18 de junho de 2013

Pátria Amada [?] Brasil.


Como brasileira, natural do maior estado e cidade do país - São Paulo/SP, e principalmente como cidadã, não poderia deixar de registrar minha humilde opinião sobre a 'Revolução' que estamos vivenciando agora.
Tenho certeza que as manifestações em todos os estados, cidades e países que estão nos apoiando em nossas causas, serão lembradas e entrarão pra história. Isso será mote de aprendizado de nossas crianças assim como nossa geração estudava sobre a I e II Guerra Mundial, Pão e Circo, Ditadura...

Nunca estive tão orgulhosa de ter nascido no Brasil. Sério mesmo. Chorei com os vídeos, fotos, notícias, depoimentos e todo resquício de coragem, luta e determinação das pessoas que deram sua cara pra bater e foram às ruas protestar. Protestar. Não pelo velho clichê dos R$ 0,20 de aumento na passagem de ônibus e metrô, mas pelos Direitos que temos e que não são cumpridos e há tempos não são sequer discutidos pelas autoridades, com o verdadeiro respeito e importância que se deveria.

Confesso que no início disso tudo, fiquei com medo. Medo de sair às ruas, de ser atingida por bala de borracha, gás lacrimogênio, bombas de efeito moral, medo da polícia. Sim, tive medo de tudo isso, e tudo isso foi o que a POLÍCIA fez com o povo que estava nas ruas pedindo Paz, Não à ignorância... Triste, né? Lamentável, agora além de sair de casa com medo de ser assaltada, violentada, abordada, temos que nos preocupar com quem deveria fazer-nos sentir-se-nos segura.

Li inúmeros textos de gente de todo tipo. Gente simples, que escreve com simplicidade e sinceridade; gente intelectual, que escreve com palavras difíceis e rebuscadas; mas acima de tudo, toda essa gente escreve, põe sua 'voz' no mundo INDIGNADOS e ORGULHOSOS. Indignados por toda essa situação que vivemos de falta de segurança pública, saúde precária, educação fragilizada, miséria, falta de moradia e inclusão social, desigualdade social, problemas de urbanização, falta de saneamento básico pra muita gente ainda, calçadas/ruas esburacadas, transporte público em situação caótica, desemprego e muito mais.
Orgulhosos, por finalmente o país ter acordado e colocado em prática o que deveria ter sido feito há muito tempo: se manifestar, gritar, falar, gravar vídeos, postar, compartilhar e mais do isso, acreditar que se cada um fizer sua parte e se juntar, ainda temos chances de mudar nem que for um pouquinho toda essa situação.

Um assunto que tem gerado uma discussão enorme é a verba utilizada para a construção dos estádios para a Copa. Tenho certeza de que ninguém gostaria que o Brasil fosse esse palco de falcatruas e corrupção, e que teríamos o maior prazer em sediar esse evento tão grandioso em nosso país se não fosse pela revolta de todas essas coisas ruins que presenciamos diariamente e que o governo não se mobiliza para nenhuma melhora. Mas já que vai acontecer, pelo visto, eu ainda torço para que no final as duas coisas deem certo. Não sou a favor dos gastos e investimentos exacerbados que estão girando em torno disso, mas se for pra acontecer, que os responsáveis por todo esse mal que passamos hoje reajam de forma que as coisas possam melhorar, e para que pelo menos não tenhamos mais vergonha ainda de ser a sede de uma Copa do Mundo, em que grande parte da população do país, não tem o que comer, não tem sequer a oportunidade de viver com dignidade - dignidade no sentido de falta de moradia, educação, itens básicos de sobrevivência de um cidadão, e não de caráter, que fique claro.

É óbvio que tem muita coisa pra mudar e que nada acontece do dia pra noite, afinal tivemos guerras que duraram anos, revoluções truculentas, Nazismo, Anarquismo, Fascismo, Niilismo e mais um monte de outros movimentos históricos, que no final tiveram um desfecho pra que hoje pudéssemos viver em uma democracia, mas nenhum foi fácil e rápido.

Se eu e você pensarmos em nós como 'uma pessoa', realmente nada acontece; agora se todos se unirem com um só propósito a nossa voz ganha força, mídia, visibilidade internacional, admiradores e o mais importante, seguidores, que juntos conseguem expor ao mundo toda insatisfação. É isso que tá acontecendo, e quer saber? É uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida.
Você percebe que agora fazemos parte de uma história dentro do país e do mundo? Que nossa geração saiu do conforto dos seus lares, desviou seu trajeto de casa, saiu da internet e foi às ruas? Você percebe a importância e a força disso tudo?

Eu quero ler esse meu post quando eu for bem velhinha, e contar como foi bonito de se ver a união e mobilização pacífica de todo mundo que teve a coragem de sair e protestar.

Se não der resultado, já valeu só de ter existido esses atos. Valeu por saber que a minha geração não é alienada e conformada, e que diante de todo mal que a política nacional nos traz, as pessoas não tiveram medo de se expressar. Porque apesar dos pesares, - e de teoricamente sermos um país democrático e de hoje não precisarmos queimar sutiã ou sermos censurados por expressões artísticas -, podemos falar, mas melhor do que isso, estamos FAZENDO.

#vemprarua
#ogiganteacordou

[...] VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA [...]