A vida no século XXI é composta por tipos caricatos, de valores invertidos, e isso é realmente muito chato.
É sem graça. É engraçado o engajamento 'social' que certas pessoas têm pra se manter em um âmbito de popularidade visceral. É quase como um vício. Enquanto não chega no clímax do 'sucesso', não para. Não tem limite, não tem fim.
Fico pensando às vezes se eu que estou no lugar errado, na hora certa; ou se estou no lugar certo, mas na hora errada. Será que só eu não sou bitolada?
Não sou hipócrita a ponto de dizer que viveria sem tecnologia numa boa, porque não, eu não viveria. E nem você, que tá olhando torto aí. Venhamos e convenhamos, nem eu nem você vivemos sem um smartphone, sem um computador, sem saber de notícias [fúteis ou que realmente prestam] no imediatismo de hoje... mas o que me intriga é a forma como muitas pessoas usam tudo isso.
A ideia é se expor? Ok, eu também me exponho. Mas de que forma isso acontece? Será que realmente é tão importante você ter zilhões de seguidores, 1 milhão de likes, infinitos compartilhamentos?
Será que realmente você é admirado? Não tô criticando, só tô ponderando.
Também sigo 'artistas' nas redes sociais, e posto fotos de comida e faço check in nos lugares que eu visito. Mas não com a intenção de que de um dia pro outro eu vire uma sub-celebridade da web.
Eu tenho a impressão de que a autoconfiança das pessoas está relacionada única e exclusivamente pelos comentários alheios, e isso pra mim tem a ver com uma certa insegurança, talvez implícita, ou oculta mesmo. Talvez a pessoa nem saiba, talvez esteja em seu subconsciente...
Não acho que não seja legal e saudável saber que existem pessoas que vivem da imagem, seja da forma que for; só acho que a imagem deveria ser menos vinculada à personalidade e caráter.
Você 'segue' uma pessoa porque de alguma forma rola uma identificação, ou se pá apenas uma aspiração e espelho de como você gostaria de ser... mas você não conhece aquele (a) fulano (a). Então, por que amar? Não tô dizendo pra 'odiar', só respeitar já tá de bom tamanho. Mas fanatismo é uma coisa muito surreal pra mim.
Infelizmente vivemos em uma sociedade em que a aparência, além de cartão de visita, é também o que molda a opinião de alguém sobre você. Padrões estéticos estereotipados estão longe de acabar, aliás, só fazem aumentar a cada dia, e não sou contra intervenções cirúrgicas e estéticas [já passei pelo bisturi, se querem saber], mas desde que seja por uma satisfação pessoal, e não por imposição, ou porque 'fulano de tal fez'.
Triste saber que muita gente vive de aparências, se relacionam com pessoas somente pela embalagem, e conteúdo que é bom, nada.
Não condeno as pessoas que correm atrás de melhorar a autoestima, eu também gosto de me sentir bonita, mas esse negócio de malhar até morrer, hashtags 'projeto verão', às vezes me irritam um pouco.
Pow, onde é que fica o prazer? A pessoa vive em prol de uma imposição!
- Eu TENHO que ser gostosa pra alguém me aceitar, pra sentir orgulho de estar ao meu lado.
- Eu TENHO que ser bombado pra pegar minas tops.
Caramba, que chatice!
Se você precisa mostrar seu corpo pra atrair olhares, só tenho uma coisa a dizer #sólamento.
Porque é realmente broxante issaê, na boa.
Vou contar um segredo: peito cai, bunda cai, rugas nascem, músculos somem, CÉREBRO fica.
Na moral? Eu adoro é sair, comer até explodir, ser magrela, mas viver minha vida sem privações definidas por sei lá quem.
- Ah, você fala isso porque você é magra.
Pode até ser, mas eu jamais trocaria um 'gosto' por um 'desgosto'. E se alguém algum dia for gostar de mim, vai ter que me aceitar do jeito que eu sou. Magricela, míope, comilona, mas engraçada, humilde, esforçada... Poxa, nem só de qualidades físicas vivem as pessoas... ou tô errada?
Vi umas coisas na minha própria timeline que me deixaram meio indignada, aí queria desabafar.
Por um mundo com menos fotos de corpinhos sarados na academia, SDV e Troco Likes.
#chatiada com tanta coisa fútil
Tá fácio não Brasio!
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. (C.L.)
Fuce.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Inspira. Respira. Explica. / ção
Um dia 'eu queria' inspiração.
N'outro, só respiração. D'outro, d'outra pessoa, pode ser de um qualquer.
Um dia eu quis explicação, de tal e coisa, de coisa e tal. Não tive, não procurei.
De dia eu queria ser exceção. De noite, paixão.
Queria ter tempo pra me inspirar mais, respirar mais, inspirar alguém.
Tempo pra viajar pra outros ares, outros lugares.
Queria deitar e ver o céu se abrir na minha cabeça, de ponta-avessa.
Queria poder inventar dialetos, palavras desconexas, só do meu universo.
Que tola que sou, isto eu já faço, no sonho capacho é escravo de mim.
E querer é tão pouco, que no fundo há desgosto, nesse ímpeto banal.
O que eu quero é correr em uma estrada íngreme e tempestuosa, mas chegar ao topo e avistar o belo.
E de lá 'em cimão' gritar bem alto, seu nome, apelido, sem importar o motivo, o que importa é berrar.
Um urro tão forte, estrondoso e gigante, que de tão imenso, não cabe em meu peito.
Mas aí você vai ver e perceber, que bem do seu lado, vive um lobo valente, uma menina de fases e uma mulher que te quer.
N'outro, só respiração. D'outro, d'outra pessoa, pode ser de um qualquer.
Um dia eu quis explicação, de tal e coisa, de coisa e tal. Não tive, não procurei.
De dia eu queria ser exceção. De noite, paixão.
Queria ter tempo pra me inspirar mais, respirar mais, inspirar alguém.
Tempo pra viajar pra outros ares, outros lugares.
Queria deitar e ver o céu se abrir na minha cabeça, de ponta-avessa.
Queria poder inventar dialetos, palavras desconexas, só do meu universo.
Que tola que sou, isto eu já faço, no sonho capacho é escravo de mim.
E querer é tão pouco, que no fundo há desgosto, nesse ímpeto banal.
O que eu quero é correr em uma estrada íngreme e tempestuosa, mas chegar ao topo e avistar o belo.
E de lá 'em cimão' gritar bem alto, seu nome, apelido, sem importar o motivo, o que importa é berrar.
Um urro tão forte, estrondoso e gigante, que de tão imenso, não cabe em meu peito.
Mas aí você vai ver e perceber, que bem do seu lado, vive um lobo valente, uma menina de fases e uma mulher que te quer.
sábado, 10 de agosto de 2013
PAI.
Fato é que amanhã se comemora um dia que infelizmente eu só posso comemorar na memória.
Amanhã é Dia dos Pais.
Amanhã é dia de lembrar ainda mais do quanto eu tive um pai maravilhoso.
Um pai dedicado, carinhoso, preocupado, doce, calmo, gentil, amável, inteligente, simples, engraçado, sereno, humilde, INCRÍVEL.
Pra mim, o MEU pai SEMPRE vai ser o MELHOR exemplar de HOMEM que já existiu na face da Terra.Eu sempre tenho a impressão de que meu pai não era uma pessoa 'comum'. Ele sempre teve muita luz com ele. Era um anjo. Meu anjo.

Eu não consigo mensurar o tamanho da saudade que eu sinto dele. Sempre acho [mesmo depois de 4 anos] que vou chegar em casa e ele vai voltar do trabalho com o chocolatinho que ele me trazia todas as noites, ou que vou tentar entrar no banheiro e ele vai estar tomando seu banho interminável, ou que ele vai fazer torradas pra gente tomar café... dói tanto saber que eu não posso mais abraçá-lo fisicamente...
Mas tenho a convicção de que ele está em um lugar muito lindo, ao lado de Deus, e que ele olha por nós.
Se você tem seu pai perto de você, aproveite cada momento ao lado dele.
Hoje eu não posso abraçar, beijar, declarar meu amor pelo meu pai. Pelo menos não pessoalmente.
Mas eu sei que ele sentia todo esse amor, mesmo quando estava naquela maca de hospital... momentos que prefiro não me recordar.
Todo ano eu tento escrever alguma coisa sobre o meu pai. Às vezes no dia em que ele faria aniversário, ou no Dia dos Pais, ou quando a saudade aperta muito, aí corro pra desabafar da melhor forma que eu conheço: escrevendo. Escrevendo, não com palavras, mas com o coração, com o sentimento de uma filha que a cada dia que passa sente o quão abençoada foi por ter tido a educação de pais tão íntegros.
Não é a primeira vez que posto esse vídeo por aqui, mas pra mim é uma maneira 'física' de olhar mais uma vez pro rosto do homem que eu mais amei na minha vida. E nada nunca vai mudar isso.
Que o senhor esteja descansando nos braços de Deus, meu pai. Sinta-se abraçado, amado, e desejo que aí do céu você posso receber todo meu amor e meu Feliz Dia dos Pais.
[...] ps.: só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você. [...]
te amo. eternamente. ♥
terça-feira, 18 de junho de 2013
Pátria Amada [?] Brasil.
Como brasileira, natural do maior estado e cidade do país - São Paulo/SP, e principalmente como cidadã, não poderia deixar de registrar minha humilde opinião sobre a 'Revolução' que estamos vivenciando agora.
Tenho certeza que as manifestações em todos os estados, cidades e países que estão nos apoiando em nossas causas, serão lembradas e entrarão pra história. Isso será mote de aprendizado de nossas crianças assim como nossa geração estudava sobre a I e II Guerra Mundial, Pão e Circo, Ditadura...
Nunca estive tão orgulhosa de ter nascido no Brasil. Sério mesmo. Chorei com os vídeos, fotos, notícias, depoimentos e todo resquício de coragem, luta e determinação das pessoas que deram sua cara pra bater e foram às ruas protestar. Protestar. Não pelo velho clichê dos R$ 0,20 de aumento na passagem de ônibus e metrô, mas pelos Direitos que temos e que não são cumpridos e há tempos não são sequer discutidos pelas autoridades, com o verdadeiro respeito e importância que se deveria.
Confesso que no início disso tudo, fiquei com medo. Medo de sair às ruas, de ser atingida por bala de borracha, gás lacrimogênio, bombas de efeito moral, medo da polícia. Sim, tive medo de tudo isso, e tudo isso foi o que a POLÍCIA fez com o povo que estava nas ruas pedindo Paz, Não à ignorância... Triste, né? Lamentável, agora além de sair de casa com medo de ser assaltada, violentada, abordada, temos que nos preocupar com quem deveria fazer-nos sentir-se-nos segura.
Li inúmeros textos de gente de todo tipo. Gente simples, que escreve com simplicidade e sinceridade; gente intelectual, que escreve com palavras difíceis e rebuscadas; mas acima de tudo, toda essa gente escreve, põe sua 'voz' no mundo INDIGNADOS e ORGULHOSOS. Indignados por toda essa situação que vivemos de falta de segurança pública, saúde precária, educação fragilizada, miséria, falta de moradia e inclusão social, desigualdade social, problemas de urbanização, falta de saneamento básico pra muita gente ainda, calçadas/ruas esburacadas, transporte público em situação caótica, desemprego e muito mais.
Orgulhosos, por finalmente o país ter acordado e colocado em prática o que deveria ter sido feito há muito tempo: se manifestar, gritar, falar, gravar vídeos, postar, compartilhar e mais do isso, acreditar que se cada um fizer sua parte e se juntar, ainda temos chances de mudar nem que for um pouquinho toda essa situação.
Um assunto que tem gerado uma discussão enorme é a verba utilizada para a construção dos estádios para a Copa. Tenho certeza de que ninguém gostaria que o Brasil fosse esse palco de falcatruas e corrupção, e que teríamos o maior prazer em sediar esse evento tão grandioso em nosso país se não fosse pela revolta de todas essas coisas ruins que presenciamos diariamente e que o governo não se mobiliza para nenhuma melhora. Mas já que vai acontecer, pelo visto, eu ainda torço para que no final as duas coisas deem certo. Não sou a favor dos gastos e investimentos exacerbados que estão girando em torno disso, mas se for pra acontecer, que os responsáveis por todo esse mal que passamos hoje reajam de forma que as coisas possam melhorar, e para que pelo menos não tenhamos mais vergonha ainda de ser a sede de uma Copa do Mundo, em que grande parte da população do país, não tem o que comer, não tem sequer a oportunidade de viver com dignidade - dignidade no sentido de falta de moradia, educação, itens básicos de sobrevivência de um cidadão, e não de caráter, que fique claro.
É óbvio que tem muita coisa pra mudar e que nada acontece do dia pra noite, afinal tivemos guerras que duraram anos, revoluções truculentas, Nazismo, Anarquismo, Fascismo, Niilismo e mais um monte de outros movimentos históricos, que no final tiveram um desfecho pra que hoje pudéssemos viver em uma democracia, mas nenhum foi fácil e rápido.
Se eu e você pensarmos em nós como 'uma pessoa', realmente nada acontece; agora se todos se unirem com um só propósito a nossa voz ganha força, mídia, visibilidade internacional, admiradores e o mais importante, seguidores, que juntos conseguem expor ao mundo toda insatisfação. É isso que tá acontecendo, e quer saber? É uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida.
Você percebe que agora fazemos parte de uma história dentro do país e do mundo? Que nossa geração saiu do conforto dos seus lares, desviou seu trajeto de casa, saiu da internet e foi às ruas? Você percebe a importância e a força disso tudo?
Eu quero ler esse meu post quando eu for bem velhinha, e contar como foi bonito de se ver a união e mobilização pacífica de todo mundo que teve a coragem de sair e protestar.
Se não der resultado, já valeu só de ter existido esses atos. Valeu por saber que a minha geração não é alienada e conformada, e que diante de todo mal que a política nacional nos traz, as pessoas não tiveram medo de se expressar. Porque apesar dos pesares, - e de teoricamente sermos um país democrático e de hoje não precisarmos queimar sutiã ou sermos censurados por expressões artísticas -, podemos falar, mas melhor do que isso, estamos FAZENDO.
#vemprarua
#ogiganteacordou
[...] VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE A LUTA [...]
sábado, 8 de junho de 2013
Mãe de cachorro.
Ser mãe de um cachorro é uma dádiva tão grande quanto ter um bebê gerado no ventre.Ser mãe de cachorro, é ser escolhido pra receber amor por pelo menos uns 10, 15 anos, e lembrar desse amor, pro resto da vida, guardando só coisas boas, lembranças divertidas e lambidinhas molhadas no melhor estilo 'te amo, meu dono'!
Ser mãe de cachorro é olhar pro seu 'filho' e achá-lo a coisa mais linda desse mundo, mesmo que aos olhos de outras pessoas, ele não seja tão belo assim.
Ser mãe de cachorro é ter uma recaída, e deixá-lo comer uma besteirinha de vez em quando. Quem nunca se deixou levar por um olhar pidão que atire a primeira pedra! - a minha além de olhar, tbm pede com a patinha (nhoin *-*).
Ser mãe de cachorro, é não se importar de ficar com cãibra por ter que ficar horas com os braços/pernas ou qualquer outro membro torto, porque o amiguinho está em cima, só pra ele se sentir confortável.
Ser mãe de cachorro é morrer de pena e dor no coração, ao ter que colocá-lo pra dormir na casinha dele, mesmo sabendo que lá é quentinho, limpinho e tem tudo o que ele precisa. O fato de deixá-lo dormir 'sozinho' causa uma estranha sensação de que você não está cumprindo seu papel de protetor - mas isso é no psicológico, claro.Ser mãe de cachorro é saber que mesmo que você esteja mal-humorado, triste ou nervoso, ele sempre estará disposto a te fazer sorrir, seja com uma patinha amiga, ou aquele olhar que só os cachorros sabem fazer...
Ser mãe de cachorro é entender as particularidades de cada um da espécie, porque tem coisas que não são legais e toda ação tem sua reação, portanto, se provocou, Avançou! É assim com 'gente', porque seria diferente com eles? Afinal, animal por animal, somos todos.
Ser mãe de cachorro é saber que a educação dele, parte da sua. Se todo mundo for legal, não tem motivo pra ele ser do mal, não é mesmo?
Mas mesmo partindo deste pressuposto, os cães são mais evoluídos do que nós. Experimente dar uma bronca em um cãozinho, mas em seguida, afagá-lo. Pronto, ele te perdoou. Se o seu sentimento for sincero, ele vai entender, tenha certeza disso.
Ser mãe de cachorro é chegar em casa e ver sua cama, mesa, cadeiras, sofá, meias, roupas, sapatos e afins, comidos, ficar emputecida em um primeiro momento, mas depois rir. Afinal, rir sempre é o melhor remédio e faz bem pro coração [essa última tese eu não sei se é verdadeira e tal, mas pra mim faz algum sentido].
Ser mãe de cachorro é chorar quando vai levá-lo pra tomar vacina, com medo de que a injeção doa muito.
Ser mãe de cachorro é cuidar, se dedicar, dar atenção e acima de tudo MUITO amor, carinho e RESPEITO pro bichinho.Ele sente dor, ele sente a perda, ele sente seu humor e principalmente seu magnetismo com ele.
À pessoas que têm coragem de cometer maldades contra animais, desejo - além de justiça -, que um dia possam ter a virtude de enxergar essa barbárie como ela realmente é, e que em algum lugar da alma [se é que existe alma em um ser capaz de coisas como essas], possa encontrar paz dentro de si e se redimir de alguma forma do mal causado à tantos inocentes.
Tenho muito orgulho de ser uma mãe de cachorro.
A mãe da Fridinha. Minha vira-latinha, que eu amo de paixão, que eu choro só de imaginar de não tê-la perto de mim.
Hoje senti uma coisa muito especial, eu e minha mãe, na verdade.
Fridinha foi tomar banho no Pet Shop, e estava demorando pra chegar. Ficamos tão desesperadas, a ponto de pensar coisas horríveis. São nesses momentos que percebemos que o amor entre um animal e um ser humano, transcende qualquer barreira, e é tão 'normal' quanto o amor entre nós, pessoas.
Minha filha pode não ter sido gerada por mim, nem ser a filha 'convencional' que teoricamente as pessoas poderiam imaginar, mas é minha, foi escolhida por mim, tem o nome que eu decidi e é ela quem faz dos meus dias os mais felizes desde o momento em que apareceu na minha vida.
Frida, a mamãe te ama, muito! Aliás, 'as mamães', porque minha mãe também é uma mãezona pra minha filha. rs
Ser mãe de cachorro é saber que a VIDA é a coisa mais linda e sublime do mundo, seja ela um cãozinho, um filho gerado dentro de você, uma formiga, uma borboleta, não importa! O importante é cuidar para que as Vidas que você ama, independente de quais forem, sejam felizes e sintam-se amadas e protegidas.
♥
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Crítica: Somos tão jovens
Cena do filme "Somos tão jovens" - Renato Russo interpretado por Thiago Mendonça (microfone) e Aninha, interpretada pela atriz Laila Zaid (à dir.)
Como boa fã de música boa que sou, estava super curiosa pra conferir a história do Renato Russo nas telonas.
Confesso que apesar de adorar as letras e melodias de todas as músicas da Legião, não manjava muito sobre a história detalhadamente. Sabia do Aborto Elétrico, e que o Renato Russo era um doidão, mas não tinha muito mais informações do que isso.
Cheguei no cinema super cheia de expectativas, esperando ouvir uma coletânea, e no quesito 'trilha sonora' tinha certeza de que iria ser lindo e perfeito.
Gostei de todas as músicas que entraram no repertório do filme, muito justo. Apesar de ter faltado Pais & Filhos [snif].
Mas ok. Não dava pra colocar as 248321312415[...] músicas dentro de 2hrs de filme que contava ainda com um roteiro, óbvio. É um filme, não um show.
Como todo filme nacional, tem aquele ar meio dramalhão e tal, mas em geral achei bem bacana.
O longa peca em algumas cenas com atuações travadas e meio imaturas, mas desenrola bem.
Entretanto, adorei a película e filtros usados nas filmagens e edição. Remete tanto ao passado, aos anos 80, aquela áurea rebelde, onde a juventude era tão expressiva e revolucionária... ai ai.
Cheguei a conclusão de que realmente o Renato Russo foi o doidão que eu sempre achei que ele havia sido, Porém, um doidão inteligente, culto, e com um puta dum talento.
É assim que acontece minha gente. Ou você nasce, ou você não nasce pra fazer determinada coisa.
Legião Urbana é, SEM DÚVIDA, uma das maiores bandas nacionais que já existiu em todos os tempos.
E sempre será.
Que venha "Faroeste Cabloco" agora :)
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Auto-análise introspectiva. Muitas.
Existem várias dentro de mim.
Porque falar que somos uma só pessoa é muito chato.
Isso não é bipolaridade, muito menos falta de personalidade,
É só uma maneira de dizer que não sou a mesma de ontem, e nem serei como amanhã.
Porque cada dia é um dia diferente, e consequentemente, sou uma pessoa por vez.
Uma atitude por dia. Uma risada, um choro, uma dor, uma alegria... cada uma vivida uma vez, por vez.
Por isso não acho certo dizermos que somos 'uma'.
Tem vezes que a Alessandra que escuta a mesma música um milhão de vezes até decorar e enjoar, aparece frequentemente. Mas ainda assim, ela é uma pessoa por vez.
Tem a Alessandra que cozinha o pó do sachê junto com o miojo, e adora.
Tem a Alessandra que sente vontade de comer uma coisa a cada dia.
Tem a que chora com novela, desenho, filme, seriado, vídeos no YouTube e comercial de margarina.
Tem a que se sente em um seriado cada vez que escuta determinadas músicas.
Tem a complexada, mas tem a que se ama do jeito que é.
Tem a esquisita, mas tem a normalzinha também.
Tem a que acorda de mau humor todo dia.
Tem a que acorda de bom humor aos finais de semana.
Tem a mina do Rap.
Tem a da MPB.
Tem a do Rock, do Samba, do Jazz, do Blues, do Indie, do Reggae, do Ska.
Tem a aspirante à fotógrafa.
Tem a justa.
Tem a que acorda de mau humor todo dia.
Tem a que acorda de bom humor aos finais de semana.
Tem a mina do Rap.
Tem a da MPB.
Tem a do Rock, do Samba, do Jazz, do Blues, do Indie, do Reggae, do Ska.
Tem a aspirante à fotógrafa.
Tem a justa.
Tem a que inventa dialetos que até os amigos começam a falar. Djarvous!
Tem a que sonha em fechar o braço com tatuagens, sem ser deserdada pela mãe.
Tem a que já ficou viciada em Song Pop, mas agora não se imagina sem Candy Crush.
Tem a que grita quando vê britadeiras na rua.
Tem a corajosa, mas tem a cagona.
Tem a que grita quando vê britadeiras na rua.
Tem a corajosa, mas tem a cagona.
Tem a que não tem explicação.
Tem a que nunca soube.
Tem a que comete[u] gafes.
Tem a que tentou consertar consertou sem sucesso.
Tem mais outras tantas.
Tem mais outras tantas.
Tenho, sou. Muitas dentro de uma.
Entretanto,
Cada parte de mim é inteira pela metade.
Nunca completamente cheia, nem vazia, apenas na medida certa.
A dose certa da loucura. Da alegria. Da ousadia. Da tristeza. Da plenitude. Do amor e da dor.
Boa sorte pra você que vai me ver. Não posso te afirmar quem serei no dia em que eu falar com você.
Mas garanto que vou agir como você merecer.
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